Na passada semana tornou-se viral a fotografia de Luna Reyes, colaboradora da Cruz Vermelha Espanhola, a abraçar um migrante senegalês, em Ceuta.
O momento foi registado à data da chegada de milhares de migrantes que conseguiram entrar em Ceuta, vindos de Marrocos, em situação de grande desespero e fragilidade. Dos 8 mil migrantes registados, mais de 800 eram menores.
Aquilo que para muitos, em todo o mundo, representa o reflexo do cumprimento da missão no apoio aos mais vulneráveis, dignificando e empoderando as populações fragilizadas foi, para muitos outros, motivo de escárnio, crítica e até desrespeito pelos colaboradores e voluntários do movimento da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, manifestando essa opinião com mensagens xenófobas e ameaças dirigidas a Luna Reyes nas redes sociais.
Rapidamente um movimento de apoio a esta colaboradora da Cruz Vermelha se ergueu, através do hashtag #GraciasLuna (obrigado Luna).
O Secretário-Geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Jagan Chapagain, também se manifestou através de uma publicação onde escreveu: “A Luna representa o que temos de melhor, #Gracias Luna, por mostrar ao mundo como é a humanidade”.


